A implantação de um preço mínimo para o suco de uva é apontada como uma alternativa para liberar os 230 milhões de quilos do produto atualmente estocados nas cantinas da Serra Gaúcha. A proposta de precificação foi apresentada ao vice-presidente Geraldo Alckmin durante a abertura da Festa da Uva.
Após a entrega dessas reivindicações, o tema ganhou visibilidade. Dirigentes do setor estiveram em Brasília para discutir o assunto em diferentes ministérios. Mais recentemente, técnicos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) visitaram a região para avaliar a situação.
O presidente da companhia, Edegar Pretto, anunciou que a Conab irá conduzir um estudo para definir um preço mínimo para a venda do suco de uva, sinalizando uma possível mudança que pode impulsionar toda a cadeia produtiva.
Atualmente, a produção de suco de uva representa cerca de 57% das uvas cultivadas no Rio Grande do Sul.
O diretor-executivo da Federação das Cooperativas Vinícolas do Rio Grande do Sul (Fecovinho) e conselheiro do Consevitis, Hélio Marchioro, destaca que a uva é a única fruta que possui preço mínimo fixado pelo governo, medida considerada importante para a proteção dos produtores.
Segundo ele, a definição de um valor mínimo para o suco de uva também poderia ajudar a reduzir os estoques, especialmente porque a nova safra já está em andamento e deve ser uma das maiores da história. Esse excedente, afirma, precisa chegar ao mercado.


