A falta de monitores para alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na rede estadual de ensino tem preocupado famílias no município. Em entrevista à Rádio Garibaldi, a mãe atípica Josyana Chies relatou as dificuldades enfrentadas para garantir o acompanhamento adequado ao filho, de seis anos, matriculado no 1º ano da Escola Estadual Armando Peterlongo. Segundo ela, além do menino, outra aluna da mesma turma também necessita de monitor, mas o profissional ainda não foi disponibilizado neste início de ano letivo.
De acordo com a mãe, a criança possui quatro laudos médicos que indicam a necessidade de monitor em sala de aula, pois apresenta nível dois de suporte, faz uso de medicação e precisa de acompanhamento para manter a concentração e evitar crises. No ano passado, quando ainda estava vinculada à rede municipal na mesma escola, a família já enfrentou dificuldades semelhantes, incluindo trocas frequentes de profissionais e períodos em que o aluno precisou permanecer em casa por falta de monitor.
Neste ano, com a matrícula efetivada na rede estadual, a responsabilidade passou à 16ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), com sede em Bento Gonçalves. Conforme relato, a orientação foi de que o aluno deveria estar matriculado e com a documentação entregue para que o pedido fosse encaminhado. As aulas começaram, porém o monitor não foi designado. A direção da escola teria orientado as famílias a manterem as crianças em casa até que a situação seja resolvida, o que tem gerado prejuízos à rotina escolar e profissional dos responsáveis.
Diante da ausência de solução administrativa, as famílias decidiram buscar a garantia do direito por meio judicial, com a contratação de advogado particular. Josyana, que trabalha como faxineira, ainda cita que encontra dificuldades para se estabelecer em um emprego formal devido às demandas do filho.
(entrevista em ouça a notícia)


