Advogado da família de Eleci esclarece argumentos apresentados aos desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado que anularam júri popular

Em 25/06/2026

Bruno Furlanetto informa os trâmites a partir de agora

O caso Eleci Faleiro, 38 anos, toma novo rumo, a partir da anulação do júri popular, ocorrido, no Fórum de Garibaldi, no dia 21 de janeiro de 2026, seis meses após o crime, no em residência no bairro São Francisco que se deu em julho de 2025.

O Ministério Público e a acusação recorreram da decisão e, na última terça-feira, dia 23 de junho, fizeram a defesa presencial aos desembargadores, apresentando os argumentos das falhas e as contradições no julgamento de Adair Leonir Hommel.

De acordo com o advogado Bruno Furlanetto, houve contradição na resposta dos jurados aos quesitos apresentados pelo Magistrado local. Em outro ponto, ele afirma que a causa da morte foi asfixia mecânica e o dolo nestas situações está sempre presente.

O que muda a partir de agora é de que Hommel não cumprirá mais a pena a ele imposta e, sim, permanecerá preso de forma preventiva até que ocorram os trâmites legais. Esclarece que caso fosse mantida a atual pena, com a progressão, o autor poderia estar caminhando pelas ruas, no final do ano, ou no máximo no início do próximo ano.

A defesa pode recorrer da decisão. A contar desta sexta-feira, a defesa tem dois dias para apresentar embargos de declaração. O recurso visa aclarar a decisão proferida pelo Tribunal de Justiça, com pedido de vistas. Caso, isso ocorra nova sessão será marcada pelos desembargadores, mas dificilmente alterará a decisão. Pode ainda a defesa interpor recurso ao Superior Tribunal de Justiça, em Brasília, com prazo de 15 dias para isso, com a finalidade de pedir a reforma da decisão proferida em segunda instância.

O advogado fala da expectativa: “A gente espera que neste novo julgamento uma pena maior seja aplicada para se dar uma resposta à sociedade, da comunidade, não só de Garibaldi, como do Estado e País, num todo, pois este crime teve uma cobertura em âmbito estadual e muito assertiva. Espera-se que os jurados que forem escolhidos compreendam a gravidade do crime praticado e deem uma resposta a sociedade de que feminícidios não serão tolerados. E que os homens que praticarem este tipo de violência pagarão pelo crime cometido”.