Na segunda-feira (9), durante a sessão da Câmara de Vereadores, foram lidos os projetos 011 e 012, que tratam do reajuste do vale-alimentação e da revisão anual dos salários dos servidores municipais.
De acordo com o projeto, a revisão geral anual dos vencimentos dos servidores do Poder Executivo Municipal prevê a aplicação do índice de 4,44%, correspondente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado no período de 1º de fevereiro de 2025 a 31 de janeiro de 2026. Caso aprovado, o reajuste passará a valer a partir de 1º de março de 2026.
O município projetou o orçamento para o exercício de 2026 com base nas estimativas do IPCA, especialmente em relação às receitas tributárias. Além disso, os contratos administrativos também são reajustados com base nesse mesmo índice.
Em relação ao vale-refeição, o projeto prevê um aumento de 7,15%. Se aprovado, o valor passará dos atuais R$ 42,00 para R$ 45,00.
Durante a sessão, servidores públicos estiveram presentes no plenário da Câmara para protestar contra o índice proposto para a revisão salarial. Segundo eles, o reajuste contempla apenas a reposição da inflação, sem representar ganho real nos salários.
Os servidores também destacaram que, embora o aumento no valor do vale-refeição seja positivo, ele não beneficia aposentados e pensionistas, que não recebem esse abono.
A presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Garibaldi, Juliana Forneck, afirmou que a categoria reivindica um reajuste de 8%, percentual semelhante ao concedido ao salário regional. Segundo ela, já foram realizadas duas reuniões com o primeiro escalão da administração municipal, mas a proposta apresentada mantém apenas a reposição da inflação, o que, na avaliação do sindicato, representa ganho real zero para os servidores.


