Desde ontem, dia 26 de maio, está em vigor a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR1), que passa a obrigar todas as empresas com funcionários a realizarem o reconhecimento, avaliação e gerenciamento dos riscos psicossociais no ambiente de trabalho. A norma já existia e tratava da gestão de riscos físicos, químicos, biológicos, de acidentes e ergonômicos, mas passou por revisão publicada em 2024, com entrada adiada de maio de 2025 para este ano, para incluir questões relacionadas à saúde mental. Conforme explicou o engenheiro mecânico e de segurança do trabalho Eduardo Trevisan, proprietário da Trevisan Engenharia, a medida é uma exigência legal que vale para qualquer porte de empresa, seja com um ou centenas de colaboradores.
Na prática, as empresas devem identificar fatores como sobrecarga de trabalho, metas excessivas, jornadas prolongadas, assédio moral, falta de clareza nas funções, conflitos entre equipes, ausência de suporte da chefia, insegurança profissional, violência e pouca autonomia nas atividades. O diagnóstico deve ser feito com ferramentas validadas e envolver os próprios trabalhadores, para então criar planos de ação e medidas preventivas.
A adequação pode ser feita por equipes internas, como técnicos de segurança ou serviços especializados em medicina ocupacional, ou por empresas terceirizadas capacitadas, como a Trevisan, que já inclui essa análise em seu portfólio. Segundo o especialista, o custo depende da complexidade de cada caso, e muitas soluções envolvem mudanças simples na gestão ou na comunicação interna, sem grandes investimentos.